GIRAFA - UMA COLEÇÃO EXÓTICA          

Qualquer coleção resulta do trabalho, às vezes árduo, entretanto muito prazeroso, de reunir um conjunto de objetos da mesma natureza. Geralmente, esse trabalho dura a vida inteira de uma pessoa. Torna-se uma particularidade do indivíduo. O hábito de colecionar vem de agregar novas peças à coleção, seja pelo colecionador, seus familiares e amigos, ou seja pela milenar forma de comércio - a troca - que através de contatos pessoais ou atualmente "virtuais", impulsiona os mais variados tipos de coleções.
No tipo de coleção MINIATURISMO, podemos conhecer um mundo de coisas pequenas, as quais contribuem para que a pessoa seja mais observadora em sua forma de ser. Na temática de hoje, falaremos sobre uma coleção de GIRAFAS. Talvez seja o exotismo do animal ou ainda o paradoxo existente nessa coleção o que desperta a nossa atenção, pois há um universo de objetos pequenos ou não representando o animal mais alto do planeta.

 

POR QUE GIRAFAS?

É fato que gosto não se discute, cada um tem o seu. No caso presente, são muitos os motivos que me levaram a ter a minha coleção temática especializada em girafas. Enumero algumas razões disso: a beleza nata e sem igual da sua pele, a elegância no caminhar do animal, na opinião geral, as pessoas acham a girafa exótica e diferente, motivos que também explicam a dificuldade em encontrar novos exemplares. Tenho a impressão de que a altura desse animal representa uma ambição construtiva. Geralmente, as crianças gostam muito das girafas e isso me conforta. Acredito que, agindo com caráter lúdico, como uma brincadeira em relação à coleção, provoco e desperto a curiosidade e o interesse das pessoas. No caso presente, isso pode acontecer com qualquer pessoa ou com qualquer tipo de animal. Nesse caso, uso a minha coleção como exemplo, mas nada impede que ela seja de patos, gatos, cachorros ou qualquer outro bicho.

Autor: Sérgio Sakall

FONTE: http://www.colecionismo.com.br/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=54

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Os Busólogos

Hermano Chiodi Freitas ( O Outro - Puc Minas)

Eles já se tornaram lenda nas plataformas de rodoviárias por todo o país. São grupos de pessoas de todas as idades, em geral homens, que chegam a passar tardes inteiras acompanhando o vai e vem dos ônibus nas plataformas. A única coisa que eles carregam são suas máquinas fotográficas e um olhar curioso e especializado. Eles se sentam, se deitam, agacham, rastejam, todo esforço é válido na busca minuciosa por um detalhe que por ventura tenha lhes passado desapercebido. Essas pessoas de hábitos tão particulares e interessantes são os busólogos. O que os une é uma paixão, incompreendida pelas maiorias das pessoas, a paixão pelos ônibus.

Para a maioria das pessoas andar de ônibus é uma tarefa árdua. Quando se pergunta a uma pessoa o que ela prefere andar de ônibus ou andar de carro, a resposta mais provável é que a pessoa não teria dúvidas em optar pelo carro. Para os busólogos, no entanto, andar de ônibus não é nenhum tipo de penitência. Para eles andar de ônibus é que é diversão.
Um busólogo considera o ônibus muito mais do que um meio de transporte, para ele o ônibus é um objeto de admiração, conta Eduardo Ferreira, busólogo que freqüenta semanalmente, junto com um grupo de amigos, os corredores das plataformas da rodoviária de Belo Horizonte, sempre a procura dos lançamentos e das novidades nas pinturas e nos acessórios dos ônibus.

Segundo Eduardo, ele e seus amigos busólogos se reúnem duas vezes por semana para trocar fotografias, miniaturas de ônibus, raridades e discutir as novidades do mercado.

Eduardo conta que começou a se interessar pela busólogia durante o período em que trabalhou como vigia na plataforma da rodoviária de Belo Horizonte. Ele lembra que ficava observando as pessoas rodeando os ônibus, tirando fotos e um dia, por curiosidade, resolveu se aproximar dos rapazes e perguntar o que eles estavam fazendo. Entusiasmado pelo entusiasmo dos rapazes ele se interessou pelo assunto, buscou mais informações e começou a freqüentar as reuniões até se tornar um sócio da União dos Busólogos do Brasil, a UBB.

Se você procurar em dicionários, não vai encontrar o significado da palavra busólogo. Este termo foi criado no Brasil por volta de 1986, e no início ainda não tinha o significado que tem hoje; Busólogo era a forma carinhosa com que as pessoas tratavam o engenheiro Hélio de Oliveira, um designer de ônibus que fundou em abril de 1979 o CDO, Clube do Design de Ônibus, formado por colecionadores e admiradores de carrocerias. O que começou com uma brincadeira entre amigos, reúne hoje aproximadamente 400 pessoas com atividades por todo o país. Segundo Eduardo, a busólogia não é um hobbie como um outro qualquer, a busologia é uma paixão que exige tempo e dedicação.

Um fator importante para a disseminação dessa paixão é a internet. Existem na internet hoje dezenas de sites, grupos de discussão e fotologs dedicados a adoração dos ônibus, existe inclusive uma revista digital a omnibus, com todas as informações necessárias a um busólogo e também espaço para divulgação de páginas particulares dos associados.

Os busólogos são hoje um movimento bastante organizado e realizam encontros municipais, regionais e nacionais. Em geral nesses encontros eles se reúnem passam de garagem em garagem das empresas de ônibus e conhecem de perto os produtos que estão entrando no mercado. Se você for um busólogo em potencial, visite o fotoblog http://apaixonabus.nafoto.net, e tenha mais informações dessa "paixão".




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